Quando somos crianças a felicidade é brincar com nossos amigos, é tomar sorvete, é ganhar um carinho de mãe.

A gente vai crescendo, e vamos aprendendo outros padrões de felicidade.

Passamos a ser educados para buscar a felicidade. Enquanto, antes, já éramos felizes com as coisas simples e com tudo que estava ali pra gente. 

De repente isso vai perdendo o sentido. Aprendemos que não é suficiente.

Precisamos de mais.

E começam a dizer pra gente o que precisamos fazer, para ganhar alguma coisa e então nos sentiremos felizes com a nossa conquista. 

Como todos nós desejamos ser felizes, começamos a percorrer esses caminhos em busca da felicidade.

Como essas crenças começam a ser construídas ainda muito cedo, não tivemos o tempo necessário para sabermos o que nos proporciona bem estar, o que desejamos e o que nos faz feliz. Apenas seguimos passo a passo como num jogo de tabuleiro.

E quando chegamos ao gran finale, a felicidade é tão fugaz, que não faz jus a todo o esforço. E aí começamos a empreender uma nova busca, por mais um momento de felicidade.

Assim seguimos a vida, percorrendo caminhos em busca da felicidade prometida.

Vamos dar um tempo nisso e falar o que te trás a sensação de felicidade.

Pesquisadores estão interessados em entender essa tal felicidade. Será que tem remédio?

E a descoberta deles não poderia ser mais óbvia.

Alan Thein Durning e Michael Argyle apontaram alguns indicadores da felicidade:

  • Satisfação na vida familiar, principalmente no casamento;
  • Relações sociais e de amizade satisfatórias;
  • Satisfação na atividade profissional;
  • Lazer, no qual você desenvolva seus talentos artísticos e lúdicos.

Percebemos que esses indicadores não estão relacionados ao poder econômico. Que ter dinheiro e possuir muitos bens, não aparecem como indicadores de felicidade. E que se parecem com aquilo que nos proporcionava felicidade quando éramos crianças.

Será que a gente já era feliz e não sabia?

Criamos um longo caminho para descobrir que o ponto de chegada é na verdade o ponto de partida.

Que possamos olhar para nossa vida, a partir de agora, com esse olhar mais simples. Valorizando o que realmente importa para nós e nos faz, genuinamente, feliz.