Estamos conectados à tudo. 

Pensando como unidade, somos um pequeno universo, povoado por células, rios de hormônios, redes de informações, aglomerado de órgãos e sistemas complexos. É graças ao funcionamento interligado e harmônico entre tudo isso que nossa vida é possível.

Nossa subjetividade é o recheio dessa máquina orgânica, é repleta de sensações, pensamentos, desejos e emoções. Isso é o que dá o sentido existencial à nossa vida. 

Contudo, não somos unidades independentes e autônomas.

Chegando a este ponto começamos a entender que fazemos parte de uma Teia.

Pois aqui começa a se formar uma rede que nos conecta com a natureza e a sociedade. 

Somos seres dependentes dessas relações.

A natureza nos oferece o ar, a água, o calor e o alimento, além disso, extraímos dela muitos materiais, transformamos em utensílios, prédios, automóveis, tecnologia e por aí vai, porque nossa criatividade não tem limite. 

A natureza também é compostas de muitos seres e muitos sistemas, todos interligados e interdependentes. Assim como o nosso corpo, a natureza é o funcionamento harmônico entre vários sistemas complexos.

E a sociedade? São todas as relações que estabelecemos, com outros indivíduos e grupos. São as afinidades que encontramos, as pessoas que nos inspiram, nos motivam, que influenciamos, pessoas que nos acolhe, nos amam, que amamos e também são os conflitos e os desafios que temos.

Cada uma dessas “partes” é como um fio da teia. Um pequeno movimento em algum ponto pode ser percebido pela dona aranha em qualquer ponto da teia em que ela esteja. Isso porque o movimento reverbera em toda a estrutura da teia. Assim ela pode se dirigir até o local atingido e perceber se foi um alimento que caiu em sua armadilha ou se foi alguma ameaça que destruiu sua moradia e então decidir se vai ter um banquete ou mais trabalho. 

A que conclusão chegamos? 

Precisamos desenvolver nosso sentido de aranha! 

Muitas coisas estão ocorrendo na nossa vida cotidiana e afetando o nosso bem estar, precisamos perceber e cuidar, para termos saúde física, emocional e mental.

Muitos eventos em escala maior estão impactando a natureza, ameaçando a existência das espécies, inclusive a nossa. Precisamos perceber, minimizar e reparar os danos causados para que tenhamos qualidade de vida e possamos deixar esperança de vida para as próximas gerações. 

Fotografia Marry Souza

Texto Ana Cavalcante